Ambidestria para a Nova Economia
A ambidestria organizacional deixou de ser uma vantagem competitiva opcional para se tornar um imperativo estratégico na nova economia, permitindo às empresas conciliar eficiência operacional com inovação disruptiva.
Por Robson Michel Parzianello
Conselheiro Executivo | Advisor

Ambidestria para a Nova Economia
A ambidestria organizacional deixou de ser uma vantagem competitiva opcional para se tornar um imperativo estratégico na nova economia. Em um cenário marcado por incertezas constantes, tecnologia exponencial e mudanças rápidas no comportamento do consumidor, empresas ambidestras dominam a habilidade de conciliar eficiência operacional com inovação disruptiva, garantindo resultados no presente enquanto preparam o futuro.
Equilíbrio em um cenário de volatilidade
No atual contexto de mercado, onde o cenário é marcado pela volatilidade e pela imprevisibilidade, empresas que operam de maneira unilateral, focadas apenas na eficiência operacional ou exclusivamente na inovação, enfrentam riscos significativos. A ambidestria surge como resposta pragmática e eficaz, permitindo à empresa equilibrar estratégias de exploração, voltadas para a inovação e descoberta de novos mercados, com estratégias de aproveitamento máximo dos recursos já existentes.
Governança ágil e tomada de decisão
Uma organização ambidestra na Nova Economia é aquela capaz de integrar modelos ágeis de governança, adotando frameworks que facilitam a tomada de decisão rápida sem negligenciar o controle essencial à sustentabilidade financeira. Empresas que adotam essa abordagem aprendem a navegar na dualidade com pragmatismo: mantêm uma estrutura robusta para garantir eficiência em processos consolidados enquanto preservam flexibilidade suficiente para pivotar rapidamente diante de oportunidades ou ameaças emergentes.
Líderes híbridos: analíticos e criativos
A implementação bem-sucedida da ambidestria passa, necessariamente, pela formação de líderes híbridos, capazes de transitar com equilíbrio entre uma mentalidade analítica e uma visão criativa e empreendedora. Esses líderes precisam compreender tanto o valor da disciplina operacional quanto a importância de fomentar uma cultura organizacional aberta ao risco inteligente, ao erro produtivo e à experimentação contínua.
Administração estratégica de recursos
Grandes empresas têm demonstrado que a verdadeira vantagem competitiva na Nova Economia não está na quantidade de recursos disponíveis, mas na capacidade de administrá-los estrategicamente entre duas frentes distintas: proteger o core business e simultaneamente investir em inovação de forma estruturada. Nesse sentido, a ambidestria atua como uma mentalidade estratégica fundamental, permitindo aos líderes uma visão equilibrada entre segurança financeira e disrupção tecnológica.
Prosperando em ambientes dinâmicos
Em suma, empresas ambidestras não apenas sobrevivem, mas prosperam em ambientes dinâmicos. Elas sabem quando devem ser disciplinadas e quando devem ser ousadas; equilibram prudência com coragem, eficiência com agilidade. Na prática, são empresas que não apenas acompanham as mudanças, mas criam as condições necessárias para liderá-las na Nova Economia.
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Comentários (2)
Ana Silva
429 dias atrásExcelente artigo! As estratégias de governança ágil apresentadas são muito relevantes para o cenário atual de transformação digital.
Carlos Mendes
430 dias atrásGostaria de saber mais sobre como implementar essas práticas em empresas de médio porte. Você tem algum case específico para compartilhar?